• Caroline Soares

Projeto realiza treinamento de manejo do acidente ofídico para profissionais do interior

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB) iniciaram nesta segunda-feira (28) um treinamento do Protocolo de Manejo de Acidente Ofídico para médicos e enfermeiros, dos municípios de Careiro da Várzea, Ipixuna e Boa vista do Ramos.


O curso tem duração de cinco dias e tem como objetivo contribuir para a identificação e manejo dos acidentes ofídicos por profissionais de saúde de municípios do interior. Cerca de 50 profissionais de saúde participam da capacitação, incluindo 9 alunos de medicina da Universidade Federal de Roraima (UFRR). O treinamento é parte do projeto de "Descentralização do tratamento antiveneno nos acidentes ofídicos na Amazônia Brasileira: gerando evidências sobre a segurança e efetividade", que tem como investigador principal o médico infectologista da Fundação de Medicina Tropical (FMT-HVD) Marcus Lacerda e co-investigador principal e coordenador o diretor de Pesquisas da FMT-HVD, Wuelton Marcelo Monteiro.

A abertura do evento contou com a participação do Diretor-Presidente da FMT-HVD, Marcus Guerra, de Wuelton Monteiro, do chefe do Departamento de Vigilância Ambiental da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS), Elder Figueira, bem como do Secretário de Saúde do Município de Careiro da Várzea, e representantes dos municípios de Ipixuna, Boa Vista do Ramos, Coari e do Grupo Snakebite, de Roraima.


Ao logo desta semana, os participantes irão receber treinamento teórico com apresentações e estudos de casos clínicos. Além disso, terão a oportunidade de acompanhar a prática do manejo e tratamentos de casos na unidade hospitalar da FMT-HVD.


De acordo com o diretor de pesquisas da FMT-HVD, em razão das grandes distâncias que a região amazônica apresenta, que muitas vezes os locais onde ocorrem esses acidentes estão muito distantes dos centros urbanos onde se tem estruturas hospitalares, esse curso é de importância potencializada.


“As vezes o paciente que é picado demora muitas horas, e as vezes dias, pra chegar à unidade de saúde que disponha de antiveneno e equipe treinada. . Quando ele chega é importante que tenha uma equipe que saiba manejar essa caso, pois muitas vezes esse paciente já está grave. Nosso objetivo é empregar esse protocolo e treinar os profissionais para aborda todas as questões envolvidas em acidentes ofídicos, desde as complicações possíveis, até a alta desse paciente”, disse Wuelton Monteiro.

Fotos: Thiago Freire/FMT-HVD