Estudo com a vacina BCG avalia resposta imunológica à variantes da COVID-19

O estudo internacional Brace Trial, do qual o Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB/FMT-HVD) faz parte, lançou um subestudo para investigar se é possível prever que indivíduos permanecem suscetíveis a variantes do SARS-CoV-2, apesar de já terem tido a doença ou de terem sido vacinados.


O estudo, coordenado pelo centro de pesquisa australiano Murdoch Children’s Research Institute, irá avaliar a resposta imunológica a vacinas específicas de COVID-19 em trabalhadores de saúde para encontrar biomarcadores que indiquem se um indivíduo está protegido de - ou continua em risco de - contrair COVID-19 se exposto a uma variante.


O subestudo também analisará se a vacina BCG, ao estimular o sistema imunológico, melhora a resposta às vacinas Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac. Participam do subestudo pessoas que já integravam o Brace Trial nos centros de pesquisa do Brasil e da Austrália.


Brace Trial

O Brace trial é um ensaio clínico multicêntrico, randomizado e controlado que busca determinar se o vacina BCG pode reduzir a incidência de COVID-19 sintomática e grave, e o impacto de outras doenças respiratórias e doenças alérgicas.


A BCG (Bacillus Calmette–Guérin) é umas das principais vacinas utilizadas no mundo, sendo aplicada em cerca de 120 milhões de recém-nascidos anualmente. Além de prevenir contra as formas graves de tuberculose na infância, a vacina pode gerar resposta imune protetora inespecífica contra outras infecções. A vacina utilizada no estudo é a mesma aplicada em crianças.

O acompanhamento dos participantes do Brace Trial continua sendo realizado a cada três meses com questionários e coleta de sangue, bem como a coleta contínua de dados por meio de contatos telefônicos.

Com informações da Ascom/MCRI.