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CovacManaus inicia etapa de acompanhamento dos participantes

Até o último sábado (15), 5.046 participantes foram vacinados com duas doses da vacina CoronaVac, sendo 4.348 trabalhadores da educação pública e privada e 698 trabalhadores da segurança pública de Manaus.

Mão segurando caixa de vacina CoronaVac.
Foto: Phil Limma

Manaus/AM - O CovacManaus iniciou a terceira etapa da pesquisa, que fará o acompanhamento de todos os participantes por 12 meses. A nova fase é fundamental para que a equipe possa responder às perguntas do estudo.


Nesta fase, a equipe busca identificar se os participantes apresentarão infecção por COVID-19, se as comorbidades interferiram de alguma forma na proteção induzida pela vacina e o surgimento de novas variantes do vírus. "Estamos começando a ver alguns participantes desistindo do acompanhamento. É essencial que todos mantenham o acompanhamento por esses 12 meses", explicou Maria Paula Mourão, coordenadora do estudo pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).


O estudo, destaca a coordenadora, não consiste apenas na aplicação da vacina. Muito além disso, visa acompanhar o resultado dessa imunização em um grupo mais vulnerável, as pessoas com comorbidades, que pela sua ocupação profissional estão altamente expostas ao risco de contágio pelo novo coronavírus. "Saber o que acontece com essas pessoas nos próximos meses é tão importante quanto ter antecipado a vacina de cada uma delas".

O acompanhamento regular dos participantes permitirá que o CovacManaus compreenda como a vacinação se comporta no grupo de pessoas com comorbidades e se estas comorbidades interferem na imunização induzida pela CoronaVac. O acompanhamento é realizado por meio de contato telefônico mensal, visitas trimestrais para coleta de exames sorológicos e contato telefônico espontâneo dos participantes.


Segunda dose

Até o último sábado (15), 5.046 participantes foram vacinados com duas doses da vacina CoronaVac, sendo 4.348 trabalhadores da educação pública e privada e 698 trabalhadores da segurança pública de Manaus.


"Alguns participantes ainda não tomaram a segunda dose por motivos diversos. Alguns fizeram doença respiratória, portanto estão completando 30 dias de intervalo antes de receber a vacina contra a COVID-19, outros viajaram ou por questões pessoais não puderam receber a imunização completa", disse Mourão. A vacinação desses participantes está sendo realizada na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira e deve ser agendada junto ao call center do estudo.


Exame de PCR

Todos os participantes do CovacManaus, vacinados ou não, que apresentarem sintomas gripais, podem realizar exame de swab para diagnóstico de COVID-19 gratuitamente. A testagem está sendo realizada no Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, em sistema drive-thru, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h e aos sábados, das 7h às 13h. O atendimento não funciona aos feriados.



Sobre o CovacManaus

O objetivo principal do estudo é identificar se a aplicação da vacina em pessoas com comorbidades terá impacto na prevenção das formas grave da doença, em Manaus, onde predomina a variante P.1 do vírus. A pesquisa é conduzida pela médica infectologista da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da UEA, Maria Paula Mourão e pelo médico infectologista da FMT-HVD e especialista em saúde pública da Fiocruz, Marcus Lacerda.

As doses da vacina CoronaVac utilizadas no estudo foram doadas pelo Instituto Butantan e são para o uso em pesquisa. “É importante deixar claro que as doses enviadas pelo Instituto Butantan são de lotes diferentes das doses enviadas pelo Ministério da Saúde para a imunização de rotina da população. Essas doses foram produzidas para fins de pesquisa e são embaladas em monodoses, ou seja, cada dose vem no kit com seringa, agulha e conteúdo”, ressalta Lacerda.

Participam do estudo trabalhadores da educação da capital, da rede pública e privada, da Secretaria de Segurança Pública (Polícias Militar e Civil, Detran e Corpo de Bombeiros), e trabalhadores terceirizados da UEA, Seduc e Semed, com idades entre 18 e 49 anos, que atuam em Manaus.

O estudo conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam); doação das vacinas pelo Instituto Butantan; e parceria da UEA, das secretarias estaduais de Saúde (SES-AM), de Educação e Desporto (Seduc) e de Segurança Pública (SSP-AM), da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), Fundação Amazonas de Alto Rendimento (FAAR), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e da Prefeitura de Manaus.


Mais informações: Assessoria de Comunicação do IPCCB: Caroline Soares - (31) 99512-3006